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não
ACOSTUMA
sobrevive
Quem precisa de asas quando se tem versos?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
O que temes?
Lívidas vãs pessoas...
Não é sobre medo que vos declaro!
O que temo?
Não sei...
Talvez que tudo igual sempre me pareça
Porque o medo muda...
Muda de nome, de cor, mas a essência é sempre a mesma.
O medo é a consciência, ainda que mascarada, do fato de que não há base temporal pra nossa existência
E toda essa vida sistêmica?
Pra que serve?
Por mais que me alimente, fome ainda me mata
Por mais que me limpe, o mau cheiro de minhas traças me sufoca.
Não, sede não quero dizer que tenho
Dizer "temo não temer" é mentir pra si mesmo!
Ah! Partas daqui medo bom, pois não me fazes pensar!
E tenho pra mim, cá entre nós, que o dia no qual o medo não mais existir, as respostas estariam mais vividas, e morto o medo que as impedem de serem encontradas. E vou sussurrar algo, acredito que as já encontradas, foram achadas, enquanto ele dormia!
Se procuras o poético de minha alma, talvez hoje não encontre, pois o medo que me acomete, é o de não saber viver realidade.
Não é sobre medo que vos declaro!
O que temo?
Não sei...
Talvez que tudo igual sempre me pareça
Porque o medo muda...
Muda de nome, de cor, mas a essência é sempre a mesma.
O medo é a consciência, ainda que mascarada, do fato de que não há base temporal pra nossa existência
E toda essa vida sistêmica?
Pra que serve?
Por mais que me alimente, fome ainda me mata
Por mais que me limpe, o mau cheiro de minhas traças me sufoca.
Não, sede não quero dizer que tenho
Dizer "temo não temer" é mentir pra si mesmo!
Ah! Partas daqui medo bom, pois não me fazes pensar!
E tenho pra mim, cá entre nós, que o dia no qual o medo não mais existir, as respostas estariam mais vividas, e morto o medo que as impedem de serem encontradas. E vou sussurrar algo, acredito que as já encontradas, foram achadas, enquanto ele dormia!
Se procuras o poético de minha alma, talvez hoje não encontre, pois o medo que me acomete, é o de não saber viver realidade.
domingo, 2 de outubro de 2011
Ciclo vicioso
"Liberte-me Oh! arte
E só então poderei a ti libertar" Luísa Marcondes

Ps. Achei o desenho na internet, ao acaso, se conhecer a fonte ou você for o dono dele me dê um toque ^^
E só então poderei a ti libertar" Luísa Marcondes

Ps. Achei o desenho na internet, ao acaso, se conhecer a fonte ou você for o dono dele me dê um toque ^^
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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E só o silencio resta
e até o mais ateu reza
na prece de, apressado, o tempo voltar
pro tempo que a rima era tudo amar
mas não há dor
e é disso que se faz silêncio
não há dor
e com isso não há esplêndido
e já se usou muito, mesmo não tendo nada
e só se sobra uma mente, sã, desajustada
só se sobra um vazio
e nem saudade é
porque do incompleto vivo
e nem vazio é
não que seja ruína, ruim, fácil viver
mas de onde se tirar a bela sonata para escrever?
de onde vem melodia, verso, musica desacorde em fim?
...sanidade;
...lealdade;
...sangue carmim?
donde vem tudo, donde vai?
porque a mim não explicas mais?
do que me vale ouvir...
se a reza não mais quer provir
nem anjo, nem gente
semente
nem semente nem morte
sorte
nem sorte nem azar
novamente a rima cliché a brotar
amar
e até o mais ateu reza
na prece de, apressado, o tempo voltar
pro tempo que a rima era tudo amar
mas não há dor
e é disso que se faz silêncio
não há dor
e com isso não há esplêndido
e já se usou muito, mesmo não tendo nada
e só se sobra uma mente, sã, desajustada
só se sobra um vazio
e nem saudade é
porque do incompleto vivo
e nem vazio é
não que seja ruína, ruim, fácil viver
mas de onde se tirar a bela sonata para escrever?
de onde vem melodia, verso, musica desacorde em fim?
...sanidade;
...lealdade;
...sangue carmim?
donde vem tudo, donde vai?
porque a mim não explicas mais?
do que me vale ouvir...
se a reza não mais quer provir
nem anjo, nem gente
semente
nem semente nem morte
sorte
nem sorte nem azar
novamente a rima cliché a brotar
amar
terça-feira, 12 de julho de 2011
Inspiração
aos poucos vais esvaindo por entre os dedos como areia, para dardes vazão a outras e outras e outras...
e outras....
.....................................e outras....
e quando não mais outras, vens tu novamente, a primeira, a eterna, a verdadeira
qual é a sua essência?
e outras....
.....................................e outras....
e quando não mais outras, vens tu novamente, a primeira, a eterna, a verdadeira
qual é a sua essência?
sábado, 18 de junho de 2011
Em algum lugar por ai...
...dois seres corcundas da cara feia, pele viscosa, e muito branca devido ao raro Sol que viam, os olhos amarelos, porque assim conseguiam se locomover melhor pelos esgotos, sujos como ratos, ariscos como gatos, mas com o coração, o coração era nobre (ou ainda é, pois desde então não mais os vi). Conversavam sussurrando, mais baixo que o vento de inverno que vazou pela fresta da porta. A sala estava embolorada, era uma sala grande, com apenas uma mesa e uma prateleira sem livros. Parecia que toda a casa era a sala, mas toda sala não era a casa. Havia sutileza na voz, como dois amigos antigos que por muitas das vezes conversavam sem precisar de palavras.
- Meu caro Morbom, nenhum motivo é forte o suficiente para se praticar o mal
- Olha só quem a mim fala... logo você que vingou a morte da mãe no sangue de um inocente
- Meu caro Morbom, nenhum motivo é forte o suficiente para se praticar o mal
- Olha só quem a mim fala... logo você que vingou a morte da mãe no sangue de um inocente
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