Senti medo de beijar os labios do meu olho esquerdo. Porque é ali que o espelho está. Corre pro lento em busca do leigo. Quem sabe saber não faz bem. Porque é tanto pensamento que a mente nem funciona bem. Vem brincar na água porque a calma com guerra se conquista. Se não nem diga todos vão chorar quando você disser o segredo. Tranquilidade aos pouco a vaidade aos poucos mais idade aos poucos. E quem tem pouca muito aparenta e ainda tenta fingir que com ela não esquenta
Nem o rio nem o homem nem o verso e o averso. Nada é igual e que bom que não
Quem precisa de asas quando se tem versos?
domingo, 23 de setembro de 2012
Corre
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Divine mortal
Na escassez de versos falta alma. Como na assembléia de um rio que sua lama já não mais beija. E essa criança birrenta, que minha nuca esquenta, sempre, pela lua, inveja sentiu, porque essa a ninguém feriu.
Conta uma coisa e permanece assim, e que Deus detenha a força do fim!!!!! Porque ao outro torno por culpa as falhas imposta a mim. E de autonomo já é fim. De verso já é fim. De alma já é fim. De fim de fim já é fim
E de alma a lama a diferença é onde o L deseja morar. (E agora sim coloco um ponto).
segunda-feira, 9 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Sobre educação
esses dias no onibus vi uma frase, e aqui deixo minha forma de pensar sobre ela:
“A educação muda pessoas, o Idesa muda você” Estou indignada, onde alguem se julga do direito de mudar as pessoas???? Chega disso né? Se pudesse guspia em quem escreveu isso, ou ainda, em quem aceita fazer parte de um sistema onde não aceita as pessoas como elas são e nem dão a elas oportunidade de pensar sobre si mesmas e o sistema ao qual estão inseridas. Indignada
“Mas quando procuramos cultivar indivíduos da mesma maneira que cultivamos plantas que regamos com água, então isto tem algo de quimérico e de ideológico” (Adorno, p.154)
“A educação muda pessoas, o Idesa muda você” Estou indignada, onde alguem se julga do direito de mudar as pessoas???? Chega disso né? Se pudesse guspia em quem escreveu isso, ou ainda, em quem aceita fazer parte de um sistema onde não aceita as pessoas como elas são e nem dão a elas oportunidade de pensar sobre si mesmas e o sistema ao qual estão inseridas. Indignada
“Mas quando procuramos cultivar indivíduos da mesma maneira que cultivamos plantas que regamos com água, então isto tem algo de quimérico e de ideológico” (Adorno, p.154)
quarta-feira, 6 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
seja forte, repetia para si mesma, seja forte
e repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia...
e adormeceu.
e repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia repetia...
e adormeceu.
sábado, 5 de maio de 2012
Vamos falar de realidade?
- Vamos falar desses duendes azedos, de nariz torcido, que investem, com toda maldade, em fazer a gente desistir. E contratam bruxas com pozinho pirimpimpim, falando o que a gente não pode fazer, e dizendo que temos que amar, e blá blá blá.
o que seres assim sabem sobre o amor? o que sabem?
Desistir do que?
De conseguir juntar dinheiro pra comprar uma nuvem roxa, é daquelas personalizadas, que eu vi esses dias numa floresta encantada. Não que eu precise dela pra ser feliz, e também você sabe como nuvens roxas são consideradas feias, fora de moda... Não importa pra mim entende? Quando eu as vi pela primeira vez, já fiquei encantada, não não, não encantada por feitiço, eu me apaixonei por ela entende? Eu gosto de roxo, você não gosta? A ... você é sempre tão calado? Que pena.
Vamos falar de coisas chatas, por que acordei assim, meio chata, com preguiça de ser educada.
E dai fica essas fadas mimadas, cheias de querer, tentando me fazer usar glitter e tal, e dizem que preciso de uma asa pra ser feliz.
Mas é assim, com as asas eu vou voar sozinha, com a nuvem, com a nuvem dá pra voar com alguem, entende? E ao contrário daqueles pôneis retardados, eu gosto ter alguém comigo.
Eu liguei pro departamento de tapetes esses dias, e me disseram que eu não poderia participar da reunião, não tenho o tal status. Lembrei disso, porque o tapete está em alta agora, e eu pensei que talvez seria mais fácil me conformar com um tapete mesmo. No entanto, talvez eu não queira entende?
Talvez eu não queria fazer parte desse reino.
O que me irrita nele?
Simples, ver aqueles sapos, com os olhos esbugalhados, presos o dia inteiro enfrente a um lago, onde os peixes dançam, cantam, fazem fofocas, me irrita entende? Quando eles não sentam enfrete àquelas árvores interligadas por um sistema de raizes, com aquele espelho encantado que te permite ver alguem que está a anos de distância, e envelhecem ali, pensando que aquilo já é o "viveram felizes para sempre".
E apesar de todos esses seres serem todos populares, no sentido de padronizados, comuns. Eles me surpreendem com tamanha mediocridade
E aí eu olho pro mundo e fico me perguntando: de todos esses, quem sou?
o que seres assim sabem sobre o amor? o que sabem?
Desistir do que?
De conseguir juntar dinheiro pra comprar uma nuvem roxa, é daquelas personalizadas, que eu vi esses dias numa floresta encantada. Não que eu precise dela pra ser feliz, e também você sabe como nuvens roxas são consideradas feias, fora de moda... Não importa pra mim entende? Quando eu as vi pela primeira vez, já fiquei encantada, não não, não encantada por feitiço, eu me apaixonei por ela entende? Eu gosto de roxo, você não gosta? A ... você é sempre tão calado? Que pena.
Vamos falar de coisas chatas, por que acordei assim, meio chata, com preguiça de ser educada.
E dai fica essas fadas mimadas, cheias de querer, tentando me fazer usar glitter e tal, e dizem que preciso de uma asa pra ser feliz.
Mas é assim, com as asas eu vou voar sozinha, com a nuvem, com a nuvem dá pra voar com alguem, entende? E ao contrário daqueles pôneis retardados, eu gosto ter alguém comigo.
Eu liguei pro departamento de tapetes esses dias, e me disseram que eu não poderia participar da reunião, não tenho o tal status. Lembrei disso, porque o tapete está em alta agora, e eu pensei que talvez seria mais fácil me conformar com um tapete mesmo. No entanto, talvez eu não queira entende?
Talvez eu não queria fazer parte desse reino.
O que me irrita nele?
Simples, ver aqueles sapos, com os olhos esbugalhados, presos o dia inteiro enfrente a um lago, onde os peixes dançam, cantam, fazem fofocas, me irrita entende? Quando eles não sentam enfrete àquelas árvores interligadas por um sistema de raizes, com aquele espelho encantado que te permite ver alguem que está a anos de distância, e envelhecem ali, pensando que aquilo já é o "viveram felizes para sempre".
E apesar de todos esses seres serem todos populares, no sentido de padronizados, comuns. Eles me surpreendem com tamanha mediocridade
E aí eu olho pro mundo e fico me perguntando: de todos esses, quem sou?
Por Maria Luísa Marcondes
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