domingo, 1 de novembro de 2009

Faz de conta que tudo é real, e sonhe...




"Muitos corações moram em um só mundo
Mas um só mundo inteiro mora em seu coração pequeno
de enorme valor"

Sonhei com um amigo hoje, e eu cantava essa canção, acordei com a melodia e com a letra na cabeça, corri para o piano e ela saiu como se já existisse, talvez estivesse a muito tempo guardada... Neil se cuida amigo e que Deus te guade e abençoe!

Ps. a figura é um quadro de Jacek Yerka

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vou-me, voltando.




Não, não ordene a mim isto
Me amedonho ao ter de decidir
Não decido viver, não decido morrer
Decido não decidir
Tivesse eu antes te abandonado, agora eu seria apenas eu
Sou louca por sua culpa?
Ou a culpa de ser louca é sua?
Deixe-me com meus personagens e vozes
Deixe-me te deixar
Deixe-me vos ter
Deixe-me de meus versos acalentar...
E quanto a vós
O negro de minha luz
Não é por falta de palavras que sobre vós não escrevo,
Mas pela dor que me causas,
e que tarde percebo...
Que minha fraqueza não seja mais um porto seguro para ti...
Não acredito mais na alegria
Que transborda os olhos e faz em meus lábios brotar um canção...
A melodia que ressoa a minha mente
É nada mais, que o reflexo melancolico de minha alma...
Por que é dificil dizer adeus?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sir Razão

E aqueles que pregavam sobre o amor agora o banalizava proibindo-o.
E o que importa?
Ele ainda a encontraria em seus sonhos e lá seria eterno, seria terno, seria amor.
Era ao adormecer do corpo que a alma despertava, e voava, sem medo de cair.
Com a esperança de tudo ser um presságio ele se manteve vivo, aguardando o momento em que a dona de seus lábios se torne em seus braços o sorriso de seus olhos.
Se com lágrimas do cansaço seu corpo desistia dela, sua alma via nas águas vertidas de seus olhos um rio para se banhar, para beber, curado ficar, e assim pleitar contra a proibição de à sua musa desejar.


"É tão puro o que sinto que sua falta causa algo que vai além da tristeza, causa dependência, de um constante vazio, que nada, mesmo que se roubasse todos os sentimentos do mundo, nem eles, nada, conseguiria preencher

Nada é como o
Amor e não
Haverá um dia,
Eu juro, em que eu não sonhe em te encontrar
Te digo então
Grito aos ventos para que leve à vós
Os teus olhos jazem em mim como as águas transbordam o mar."

(uma homenagem a dois amigos que sofrem, por causa da religião)

domingo, 11 de outubro de 2009

Icarus

Por que tal descontentamento,
Pelo desejos do momento?
Porque dar razões adversas,
Para motivos que nos da controvérsias?

Querer dar mais ênfase
Àquilo que já é êxtase
Desistir de poder olhar
Um botão de rosas desabrochar

Enquanto que a vida é vida
Nada mais alem de infinda
Ou achas que és algo a mais?
Algo que transcende os quais.

Somos do jeito que somos
Mas queremos alem do que já fomos
E repudiamos...
Até mesmo os que amamos

Não espero provar nada a ninguém,
Não, quero ir mais alem
Quero mostrar que nada se deve
E que da opinião alheia se leve

Tudo, como que reflete à luz, reluz
Isso é um fato que eu não me contrapus
Mas nada é nada além
Do que tu sabes, porem

Ainda há o vento do outono
E a beira do lago um sonho
E quando as folhas secas caem
O sons gostosos que delas saem

E de tudo é bom sem complemento
Mesmo que a dor me faça tormento
Regozijo de tudo meu momento
Em meus poemas encontro acalento

Ps. poema feito por um antigo amigo

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Desejos

E ao tempo que te quero
Desejo que vás
e quando torno-te desejo
Desejo te amar
Se do amar é esse desejo
Desejo odiar
A complexidade que serve meu desejo
É o desejo de livre desejar
Que mo nasça o desejo, pré destinado a morrer, e em vão desejar...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Doze de agosto...



E Pavarotti cantava a todo vigor naquela velha vitrola.
Ele desceu as escadas com os olhos fixos ao nada
Abriu a porta lentamente e lá estava ela. Sua doce menina
Ela não se incomodava mais com a sua presença.
Lá está a pequena margarida, enlaçando as fitas da sapatilha em sua pernas transparentes, seu coque como ele ensinara, em perfeito estado, a suavidade de seus passos faria quebra nozes se apaixonar em apenas um Plié.
Ele sorriu e a abraçou.
Foi quando a bailarina de cristal se quebrou, com os lábios agora em carmim ela fora abandonada ao chão, e a capa negra corria de volta a escuridão
Quem seria a próxima musa de sua caixinha de musica?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Perca seu tempo e me odeie por te pedir isso...

Ela subiu as escadas calmamente, não podia ser a mesma, a instantes apertava tão forte as mãos de seu anjo da guarda, e agora ele não poderia caminhar com ela para lá, era um momento seu.
Sempre fugira mas o momento de agir sozinha chegara, era sua vez de lutar por si mesma...
Seu coração queria sair do corpo, queria abandona-la em um momento tão ecêntrico, e ela apertou os dedos contra as mãos na tentativa de não deixa-lo fugir...
Todos aqueles rostos faziam os conhecidos se perderem.
Ou o lugar era menor, ou haviam muitas pessoas ali, certo que a segunda opção era a verdaderia, ela se acalmou acreditando na primeira.
O piano estava aposto e seus companheiros a seguirão...
Suas cordas harmonizavam como o céu e a terra,em seu espaço piano, violino e voz se tornavam um, quando abriu os lábios o coração fugiu e adentrou na plateia, suas mãos tocavam mais do que as simples teclas,agora ela se via nos olhos deles, não era potencial, não era dom, era alma em melodia.
O medo se tornou em essência...
A glória de ouvir seu nome a fez esquecer por um instante dos complexos e defeitos, mas o momento se vai e como a melodia nada mas se toca.
Ela se levanta, caminha até as escadas e avista novamente os rostos conhecidos
Nada é melhor que sentir-se voar sem ter a asas.
Seus versos deveriam relatar aquilo, e pela primeira vez, ela poderia ter ordenado seus sentimentos, mas não quiz...
ela apenas vive...
A musica?
Relato fisico dos desejos de sua alma...

E se a singelez da margarida for melhor que a sedução da rosa? (Frase Rodrigo; Desenho Maria Luiza

E se a singelez da margarida for melhor que a sedução da rosa? (Frase Rodrigo; Desenho Maria Luiza
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