"Muitos corações moram em um só mundo Mas um só mundo inteiro mora em seu coração pequeno de enorme valor"
Sonhei com um amigo hoje, e eu cantava essa canção, acordei com a melodia e com a letra na cabeça, corri para o piano e ela saiu como se já existisse, talvez estivesse a muito tempo guardada... Neil se cuida amigo e que Deus te guade e abençoe!
Não, não ordene a mim isto Me amedonho ao ter de decidir Não decido viver, não decido morrer Decido não decidir Tivesse eu antes te abandonado, agora eu seria apenas eu Sou louca por sua culpa? Ou a culpa de ser louca é sua? Deixe-me com meus personagens e vozes Deixe-me te deixar Deixe-me vos ter Deixe-me de meus versos acalentar... E quanto a vós O negro de minha luz Não é por falta de palavras que sobre vós não escrevo, Mas pela dor que me causas, e que tarde percebo... Que minha fraqueza não seja mais um porto seguro para ti... Não acredito mais na alegria Que transborda os olhos e faz em meus lábios brotar um canção... A melodia que ressoa a minha mente É nada mais, que o reflexo melancolico de minha alma... Por que é dificil dizer adeus?
E aqueles que pregavam sobre o amor agora o banalizava proibindo-o. E o que importa? Ele ainda a encontraria em seus sonhos e lá seria eterno, seria terno, seria amor. Era ao adormecer do corpo que a alma despertava, e voava, sem medo de cair. Com a esperança de tudo ser um presságio ele se manteve vivo, aguardando o momento em que a dona de seus lábios se torne em seus braços o sorriso de seus olhos. Se com lágrimas do cansaço seu corpo desistia dela, sua alma via nas águas vertidas de seus olhos um rio para se banhar, para beber, curado ficar, e assim pleitar contra a proibição de à sua musa desejar.
"É tão puro o que sinto que sua falta causa algo que vai além da tristeza, causa dependência, de um constante vazio, que nada, mesmo que se roubasse todos os sentimentos do mundo, nem eles, nada, conseguiria preencher
Nada é como o Amor e não Haverá um dia, Eu juro, em que eu não sonhe em te encontrar Te digo então Grito aos ventos para que leve à vós Os teus olhos jazem em mim como as águas transbordam o mar."
(uma homenagem a dois amigos que sofrem, por causa da religião)
E ao tempo que te quero Desejo que vás e quando torno-te desejo Desejo te amar Se do amar é esse desejo Desejo odiar A complexidade que serve meu desejo É o desejo de livre desejar Que mo nasça o desejo, pré destinado a morrer, e em vão desejar...
E Pavarotti cantava a todo vigor naquela velha vitrola. Ele desceu as escadas com os olhos fixos ao nada Abriu a porta lentamente e lá estava ela. Sua doce menina Ela não se incomodava mais com a sua presença. Lá está a pequena margarida, enlaçando as fitas da sapatilha em sua pernas transparentes, seu coque como ele ensinara, em perfeito estado, a suavidade de seus passos faria quebra nozes se apaixonar em apenas um Plié. Ele sorriu e a abraçou. Foi quando a bailarina de cristal se quebrou, com os lábios agora em carmim ela fora abandonada ao chão, e a capa negra corria de volta a escuridão Quem seria a próxima musa de sua caixinha de musica?
Ela subiu as escadas calmamente, não podia ser a mesma, a instantes apertava tão forte as mãos de seu anjo da guarda, e agora ele não poderia caminhar com ela para lá, era um momento seu. Sempre fugira mas o momento de agir sozinha chegara, era sua vez de lutar por si mesma... Seu coração queria sair do corpo, queria abandona-la em um momento tão ecêntrico, e ela apertou os dedos contra as mãos na tentativa de não deixa-lo fugir... Todos aqueles rostos faziam os conhecidos se perderem. Ou o lugar era menor, ou haviam muitas pessoas ali, certo que a segunda opção era a verdaderia, ela se acalmou acreditando na primeira. O piano estava aposto e seus companheiros a seguirão... Suas cordas harmonizavam como o céu e a terra,em seu espaço piano, violino e voz se tornavam um, quando abriu os lábios o coração fugiu e adentrou na plateia, suas mãos tocavam mais do que as simples teclas,agora ela se via nos olhos deles, não era potencial, não era dom, era alma em melodia. O medo se tornou em essência... A glória de ouvir seu nome a fez esquecer por um instante dos complexos e defeitos, mas o momento se vai e como a melodia nada mas se toca. Ela se levanta, caminha até as escadas e avista novamente os rostos conhecidos Nada é melhor que sentir-se voar sem ter a asas. Seus versos deveriam relatar aquilo, e pela primeira vez, ela poderia ter ordenado seus sentimentos, mas não quiz... ela apenas vive... A musica? Relato fisico dos desejos de sua alma...