sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O que temes?

Lívidas vãs pessoas...
Não é sobre medo que vos declaro!
O que temo?
Não sei...
Talvez que tudo igual sempre me pareça
Porque o medo muda...
Muda de nome, de cor, mas a essência é sempre a mesma.
O medo é a consciência, ainda que mascarada, do fato de que não há base temporal pra nossa existência
E toda essa vida sistêmica?
Pra que serve?
Por mais que me alimente, fome ainda me mata
Por mais que me limpe, o mau cheiro de minhas traças me sufoca.
Não, sede não quero dizer que tenho
Dizer "temo não temer" é mentir pra si mesmo!
Ah! Partas daqui medo bom, pois não me fazes pensar!
E tenho pra mim, cá entre nós, que o dia no qual o medo não mais existir, as respostas estariam mais vividas, e morto o medo que as impedem de serem encontradas. E vou sussurrar algo, acredito que as já encontradas, foram achadas, enquanto ele dormia!
Se procuras o poético de minha alma, talvez hoje não encontre, pois o medo que me acomete, é o de não saber viver realidade.

domingo, 2 de outubro de 2011

Ciclo vicioso

"Liberte-me Oh! arte
E só então poderei a ti libertar" Luísa Marcondes







Ps. Achei o desenho na internet, ao acaso, se conhecer a fonte ou você for o dono dele me dê um toque ^^

segunda-feira, 18 de julho de 2011

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E só o silencio resta
e até o mais ateu reza
na prece de, apressado, o tempo voltar
pro tempo que a rima era tudo amar
mas não há dor
e é disso que se faz silêncio
não há dor
e com isso não há esplêndido
e já se usou muito, mesmo não tendo nada
e só se sobra uma mente, sã, desajustada
só se sobra um vazio
e nem saudade é
porque do incompleto vivo
e nem vazio é
não que seja ruína, ruim, fácil viver
mas de onde se tirar a bela sonata para escrever?
de onde vem melodia, verso, musica desacorde em fim?
...sanidade;
...lealdade;
...sangue carmim?
donde vem tudo, donde vai?
porque a mim não explicas mais?
do que me vale ouvir...
se a reza não mais quer provir
nem anjo, nem gente
semente
nem semente nem morte
sorte
nem sorte nem azar
novamente a rima cliché a brotar
amar

terça-feira, 12 de julho de 2011

Inspiração

aos poucos vais esvaindo por entre os dedos como areia, para dardes vazão a outras e outras e outras...


e outras....

.....................................e outras....

e quando não mais outras, vens tu novamente, a primeira, a eterna, a verdadeira

qual é a sua essência?

sábado, 18 de junho de 2011

Em algum lugar por ai...

...dois seres corcundas da cara feia, pele viscosa, e muito branca devido ao raro Sol que viam, os olhos amarelos, porque assim conseguiam se locomover melhor pelos esgotos, sujos como ratos, ariscos como gatos, mas com o coração, o coração era nobre (ou ainda é, pois desde então não mais os vi). Conversavam sussurrando, mais baixo que o vento de inverno que vazou pela fresta da porta. A sala estava embolorada, era uma sala grande, com apenas uma mesa e uma prateleira sem livros. Parecia que toda a casa era a sala, mas toda sala não era a casa. Havia sutileza na voz, como dois amigos antigos que por muitas das vezes conversavam sem precisar de palavras.
- Meu caro Morbom, nenhum motivo é forte o suficiente para se praticar o mal
- Olha só quem a mim fala... logo você que vingou a morte da mãe no sangue de um inocente

domingo, 5 de junho de 2011

"Seja o que você for hoje, e não importa o que você foi ontem, porque você é a minha realidade hoje!
E eu amo a minha realidade..."
Por: Rafael Gileade Moreira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vem aqui um pouco, tenho algo pra te falar...

...as vezes sou acometida por uma dor, uma tristeza, uma coisa estranha aqui dentro, que as vezes parece que vem de fora, ou pra fora quer ir
mas as vezes eu não sou
acontece que quando dói, dói de verdade, e fazia um tempo que não chorava por causa de dor
acho que é porque a gente tem que guardar, esconder...
de quem afinal???
o que afinal?
ah, que se dane os problemas alheios, só eu sei a dor que sinto, que se dane o "existe gente com problemas maiores que o seu"
o problema é meu
a dor é minha
e só eu sei, e não sei, sobre ela.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saudade Absurda

Eles estavam sentados na beira da praia, o frio lhes cortava o rosto, mas o coração era quente e as batidas de um chamava o nome de outro.
Ele estava branco demais, e os lábios roxos devido ao sorvete de creme, ela conseguira ficar mais branca que ele, os cabelos estavam soltos, rebeldes, devido ao vento frio que insistia em acaricia-los.
E o silencio era constante, e como é linda a voz desse silencio. Eles sabiam que não mais se veriam, não mais daquela forma, eles não tinham tempo pra tudo isso, mas que se dane esse tal de tempo, seja lá ele quem for.
Como que num salto ele disse, ainda olhando para a areia.
- Como é mesmo o nome daquilo que você disse que quase te matou esses dias?
- É saudade.
















Saudade é o desejo de olhar o céu na esperança da pessoa, ainda que em outro céu, também olhe pra você.
Amizade é ter certeza, amar é ter mais que a certeza, de que ela, a pessoa, também lembra de você.
E como é bom saber isso, como é bom...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Minha mente está insana
e mui lúcida
torno-me herege perante vós todos
as palavras vem como vento
depois como chuva
e nunca o solo se seca
Temo perder o momento e tornar alento essa rotineira maneira de ver
de analisar
de viver
morrer
nosso habitat não é mais tão digno
nem o digno é bem visto, coitado...
e nada é mais como havia de ser.
Nada temo, em toda uma verdade.
Pois insisto que há um modo de coexistir
ver-te partir doeria
mas e quando não vais e não ficas
como viverei?
se te espero não vens
se te aparto não vais
Escolhes tu e não eu
Quais de mim queres mais?


Por Maria Luísa

domingo, 1 de maio de 2011

Pseudónimo*

*Estarei apresentando hoje a mais recente obra (poema) de uma pessoa que sempre esteve aqui, escondida, Louíse Coutti, espero que gostem.


Olho no espelho porque não penso
Olho no espelho porque só nisso penso
Olho no espelho desejando nada ver
Olho no espelho desejando ver além do nada
Olho no espelho querendo que ele quebre e nada mais veja
Olho no espelho querendo que ele também me queira
Será que olho para tentar ver o que as pessoas vêem?
ou olho para ter alguém olhando para mim?
O que será que o espelho pensa de mim?
Será pecado desejá-lo assim?
(porque muito ele a mim deseja, e como diferente seria?)
Pobre espelho que tudo vê, e aos limites de seus olhos tem que se calar, ele não tem boca pra falar.
Pobre espelho que tudo vê invertido e a ninguém pode contar
Jaz ao espelho que só vê o que está a sua frente e nada mais
.......................................................................................nem o mais
...................................................................................................só os tais
que sem ele, espelho, não sabem nem a cordocontornodeseurosto.
Pois...
os olhos que neles vejo não são os meus, no fundo no fundo, não os são.
e do que importa? logo os esqueço.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Não se esqueça de mastigar, o universo, antes de engolir


- Não estou bem - foi o que pensou dizer para aqueles olhos que o sufocavam, era nítido sua dor, mas ele não cederia novamente, respirou fundo enquanto ela se aproximava e disse quase que como num vomito
- Não, estou bem.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Realengo

Sorrir enquanto o mundo chora é egoísmo de mais para mim...
Impotência... é apenas desejar
só poder desejar que tudo melhore...
está dificil entender...

sexta-feira, 25 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Prime

seja em primeira, segunda ou terceira, sempre se é uma pessoa
seja se torturando em fotos onde você não está
seja falando ele ela pra não se falar eu
seja ego, superego ou a dialetica
sempre se é uma pessoa
uma
apenas uma
não mais que isso, não menos
logicamente faço parte da grande porcentagem que já escreveu sobre o não conseguir escrever
já falou sobre o não conseguir falar
já chorou pelo não conseguir chorar
já sorriu sem conseguir parar
já tentou e venceu
já pulou e não caiu
já voou e viveu
já viveu e morreu
literalmente faço parte da grande humanidade que apenas ,ser aceita, amada e acolhida
Esquecida, abandonada, uma mudança de vida, ou nada mudar
mas sou uma pessoa
apenas uma
não mais que isso
não menos
seja em primeira, segunda ou terceira, plural ou singular, apenas se é um de cada vez
apenas isso ou aquilo
e do que serve a imortalidade? nem ela me privaria disso, nem ela, nem ela...
e do que serve escolher uma palavra se perco outra?
e do que vale se arrepender do que não se fez, quando ao não fazer você fez, e assim viveria-se uma vida de arrependimentos
O que há de mau em estar bem do jeito que está?
e do que vale valer?
pois somos apenas uma pessoa
não mais
nem menos
apenas uma pessoa com herança de varias outras

sábado, 5 de março de 2011

As vezes a solidão...

... as vezes quando estou sozinha, eu me pego pensando em mim, me pego esquecendo do que estou fazendo, me pego tentando me pegar, seja lendo, escrevendo, estudando, assistindo algo, descubro que não sou facilmente fixadora de minha atenção. As vezes no meio de um monte de gente me pego sozinha, pensando em mim, e sempre quando penso em mim o choro é inevitável, oras, oras, a gente não chora só de tristeza não, mas raramente a alegria faz alguém chorar. As vezes, só as vezes, choro em pensar se algum dia chorarei de orgulho do que sou ou serei.
É hoje foi assim, chorei ao ver o sonho de alguém, que diga-se de passagem não conheço, se realizar. Não por inveja, nem nada disso. Fiquei pensando se algum dia alguém choraria de felicidade por eu estar realizando meus sonhos.
Eu tenho muitos sonhos.
Minha cachorra (Mei), entrou na sala e me viu sentada no chão, assistindo TV, chorando. Eu ia colocar ela pra fora, mas ela olhou bem no fundo dos meus olhos, foi estranho. Ela saiu, e voltou com o ossinho dela, é um brinquedo de borracha que ela nunca larga. Ela veio e colocou o ossinho perto do meu pé, eu não peguei, ela então colocou ele na minha mão, e depois deitou do meu lado. Agora enquanto escrevo ela tá aqui sentada me olhando, e olhando em volta. Eu desliguei tudo que faz barulho só pra ouvir a respiração dela. É porque eu descobri, que as vezes a solidão... as vezes quando estou sozinha, eu sinto orgulho de mim.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Você sabe soletrar?

Sabe soletrar a palavra amor?
a
m
o
r
Certo?
Sabe soletrar a palavra fé?
Tem certeza?
Talvez não você, porque você é diferente, mas uma grande percentagem da população já se encontrou da forma na qual Igor se encontra, caminhando sob a falta de luz, de lua, estrelas. As mãos escondidas no bolso, chutando pedras, folha, terras, nada. Sem saber onde ia parar. Pensando... pensando... pensando talvez, como seria bom não pensar...
Sentou-se na beira de uma calçada, não havia casa ali, a rua era sem saída, a verdade é que desde moleque não vinha visitar esses terrenos habitados por mato e carrapicho.
Olhou para o céu, e pensou em como seria conversar com ele, não com o Sol, não com a Lua, planeta, não, não, nem com as estrelas. Conversar com o céu que ostentava em seus onipotentes braços o universo.
"Ás vezes parece", começou ele, "que Deus está tão alto, e eu estou tão baixo, eu sei... as pessoas falam que as vezes nós nos colocamos muito acima d' Ele... a verdade, é que as pessoas (e em parte eu) passam uma vida inteira preocupados em como crer, ou simplesmente se deve-se realmente crer, eu apenas me pergunto, e desejo não ser o único (porque é sempre reconfortante saber que não se é o único, em momentos como esse), será que Deus crê em mim?"
E do que adianta soletrar mil palavras, isso de nada serve... se Igor pudesse soletraria a si mesmo...
Talvez em partes, aprenderia mais fácil
se entenderia mais fácil
doeria menos...
ou, alguma dor teria...
o fato é que soletrar não te torna dono da palavra

E se a singelez da margarida for melhor que a sedução da rosa? (Frase Rodrigo; Desenho Maria Luiza

E se a singelez da margarida for melhor que a sedução da rosa? (Frase Rodrigo; Desenho Maria Luiza
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